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Servidores organizam novos protestos por recomposição salarial

Servidores organizam novos protestos por recomposição salarial

Novas  manifestações pressionam o governo a negociar recomposição salarial da categoria, com cinco anos sem reajuste na maioria dos casos, como acontece com os trabalhadores do PJU e do MPU

Anajus Notícias
28/03/2022

Uma nova onda de manifestações está prevista para esta semana pelo movimento dos servidores públicos a favor da recomposição salarial da categoria, que está há cinco anos em vários casos sem reajuste em seus vencimentos, como acontece com os trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União. Nos dias 29, 30 e 31, são previstos atos de protestos, especialmente o "Ocupa Brasília", com a concentração de paralisações e protestos na capital federal.

A mobilização já abriu um canal de negociação com o Ministério da Economia, na semana passada, depois de quase dois meses sem retorno do governo sobre as reinvindicações da categoria. O governo ficou de dar uma resposta até o dia 1º de abril, conforme compromisso assumido no dia 22 pela Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia.

O movimento é organizado pelo Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Federais). O objetivo é garantir a realização de protestos e paralisações em defesa da reposição salarial emergencial de 19,99%, que correspondem à defasagem acumulada por todas as categorias do funcionalismo federal  no atual governo.

Na reunião, o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Leonardo José Mattos Sultani, afirmou que o governo busca orçamento para as despesas obrigatórias e empenhado na aprovação do Projeto de Lei de Crédito Suplementar (PLN 01/2022) no Congresso Nacional.

Mas, de acordo com o coordenador-geral de Negociação Sindical no Serviço Público do Ministério, José Borges de Carvalho Filho, a questão fiscal não dá à Secretaria autonomia para estabelecer qualquer negociação relativa às perdas do funcionalismo. Reconheceu, entretanto, os que R$ 1,8 bilhão reservados no Orçamento para reajuste dos servidores é insuficiente para atender a demanda.

Ainda assim, os representantes do governo apontaram que os prazos legais para concessão de reajuste em ano eleitoral pelo mecanismo da revisão geral anual (art. 37, inciso X da Constituição) se encerram em abril, o que, porém, não se aplica ao reajuste por meio de reestruturação das carreiras.

Desde 18 de janeiro, o funcionalismo cobra tratamento isonômico em questão salarial devido à promessa feita pelo governo de assegurar reajuste somente às carreiras das forças de segurança policiais.

 
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