Servidores vão reforçar a guerra no Congresso contra Reforma Administrativa e PEC Emergencial

Serão eleitos nesta 2ª-feira os presidentes da Câmara  e do Senado que vão decidir sobre o futuro do servidor público. Irão enfrentar forte mobilização contra nova retirada de direitos

 

Fonacate divulga carta aos candidatos à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal

Anajus Notícias
31/01/2021

As duas casas do Legislativo da União – a Câmara dos Deputados e o Senado – escolhem nesta 2ª-feira, 1º de fevereiro, os seus novos presidentes. Caberá a eles decidir como vão encaminhar pautas explosivas contra os servidores públicos. 

É um pavio curto que irá reforçar a guerra já declarada há ano por parte da  categoria contra a Reforma Administrativa, que tira a estabilidade; e a PEC Emergencial, que reduz em até 25% a jornada e o salário dos servidores. 

Cresce a ameaça de aprovação dessas propostas especialmente se a escolha dos novos dirigentes das casas recair sobre dois representantes do chamado “Centrão”, grupo de parlamentares afinados com a chamada velha política do “toma-lá-dá-cá”, alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

São eles o senador Rodrigo Pacheco (DEM/MG)  e o deputado Arthur Lira (Progressistas/AL). Ambos contam com o apoio de Bolsonaro. Os candidatos governistas estão determinados em colocar em votação ainda neste semestre a Reforma Administrativa e a PEC Emergencial. Estão mexendo em vespeiro.

Seus principais oponentes são Simone Tebet (MDB/MS) e Baleia Rossi (MDB/SP). Apresentam discurso mais amenos em relação aos servidores públicos. Rossi inclusive já defendeu que as propostas não podem representar instrumento de perseguição aos servidores públicos.

Deterioração em prejuízo da sociedade

Se essas pautas forem à votação sem alterações substanciais, haverá deterioração dos serviços públicos, alertou em carta aberta aos candidatos, o  Fonacate (Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado), composto por 35 entidades de classe, que juntas representam mais de 200 mil servidores públicos, a exemplo de saúde, educação, segurança e justiça.

A Anajus (Associação Nacional dos Analistas do Poder Judiciário e do Ministério Público da União) apoia o movimento contra essas propostas e pede que seus associados pressionem os parlamentares em que votaram para defenderem os servidores públicos e a sociedade civil com vacinação gratuita, prorrogação do auxílio emergencial e mais qualidade – ao invés de cortes – dos serviços públicos essenciais à população.

Veja a carta aberta do Fonacate aos candidatos.