Servidores farão greve contra Reforma Administrativa em 18 de agosto

Na avaliação das centrais sindicais, a reforma pode aumentar casos de corrupção e autorizar políticos a contratar amigos e parentes

Anajus Notícias
12/08/202

O Fórum das Centrais Sindicais e entidades de servidores públicos planeja fazer uma greve no dia 18 de agosto em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, da Reforma Administrativa. A ideia é pressionar os parlamentares para deter o avanço do projeto não avance no Congresso Nacional.

O assunto foi debatido durante o encontro virtual denominado Encontro Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Setor Público, com a participação de trabalhadores do setor público das três esferas – federal, estadual e municipal – para debater e organizar a paralisação.

“Vamos discutir todo o processo de mobilização, tanto a greve como a pressão a parlamentares para que votem contra a PEC 32, além de reforçarmos as discussões nas câmaras municipais e assembleias legislativas nos estados”, afirma o diretor executivo da CUT e secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Pedro Armengol.

Na avaliação dos sindicalistas, a reforma pode aumentar casos de corrupção, autorizar políticos a contratar amigos e parentes e acabar com o serviço público.

Precarização do serviço público

Mais uma entidade de expressão nacional se uniu à luta das entidades dos trabalhadores do setor público contra a Reforma Administrativa. Nessa quinta-feira (29), os bispos da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiram nota onde se declaram contra a proposta e reconhecem que a PEC precarizará ainda mais os serviços públicos e as condições de trabalho da maioria dos servidores.

“Essa PEC, na lógica neoliberal do governo atual, na realidade tornará o Estado menos eficiente, sobretudo em seu papel de promover bem-estar e justiça social”, afirma a nota assinada pelo bispo Dom José Valdeci Santos Mendes.

Ainda, a CNBB afirma que se unirá aos apelos da sociedade brasileira para que o Legislativo Federal recuse a PEC 32/2020 e “lance um processo amplamente representativo de consulta e debate sobre a Reforma Administrativa que o Brasil realmente necessita e nosso povo almeja”.