Servidores terão de fazer cruzada no Congresso para incluir reajuste em 2023

benefícios às forças de segurança
Servidores terão de fazer cruzada no Congresso para incluir reajuste em 2023

Terminou em 4 de julho o prazo para a concessão de correções salariais neste ano

Anajus News
O Congresso Nacional autorizou o texto do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2023. O relatório concede a recomposição salarial e a reestruturação das carreiras policiais – uma promessa do presidente Jair Bolsonaro (PL). Isso vai exigir, porém, uma cruzada dos movimentos e entidades dos servidores públicos federais para incorporar no Orçamento de 2023 uma recomposição salarial  de 19,99%.

É que o texto aprovado contemplou apenas as forças policiais da União, que inclui a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Penitenciária, as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Também o texto autoriza o provimento de cargos e funções relativos aos concursos vigentes dessas carreiras.

“Considerando a importância da segurança pública no contexto das funções típicas de estado, autorizamos desde já a reestruturação e recomposição salarial das carreiras”, tentou justificar nesta terça-feira (12/7) o relator da matéria, senador Marcos do Val (Podemos-ES). Sem qualquer tipo de melhoria salarial nos últimos cinco anos, os servidores públicos federais de outras categorias, incluindo os servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União,  articulam estratégia para garantir reajuste salarial em 2023. Apesar do ligeiro afago às polícias, base de tração política de Bolsonaro, o reajuste salarial, contudo, só ocorrerá se “comprovada a disponibilidade orçamentária e a compatibilidade com os limites estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”. O substitutivo ainda proíbe reajuste do auxílio-alimentação ou refeição e da assistência pré-escolar em percentual superior à variação acumulada do IPCA desde a última revisão de cada benefício.

Impacto

A recomposição salarial era uma promessa de Bolsonaro, que recuou do aceno às categorias, inviabilizando o aumento esperado pelo setor há anos. O governo analisava a possibilidade de conceder um reajuste linear de 5%, mas os pedidos de reestruturação de algumas categorias geraram empecilhos adicionais. A medida custaria quase R$ 7 bilhões – o que, segundo Bolsonaro, iria exigir cortes em vários ministérios e “atrapalhar o funcionamento do Brasil”. A LDO determina metas e prioridades para os gastos públicos do ano que vem e oferece os parâmetros para a elaboração do projeto de lei orçamentária (LOA) de 2023. Recursos para PJU e MPU Segundo a Agência Câmara, o Congresso Nacional aprovou também o Projeto de Lei (PLN) 9/22, que abre crédito suplementar de R$ 202,5 milhões no Orçamento da União para recompor despesas primárias obrigatórias de pessoal e encargos de 17 órgãos federais. Entre os beneficiados, estão 13 instituições ligadas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. A proposta segue para sanção presidencial. Distribuição Os recursos do PLN 9/22 serão distribuídos da seguinte forma: