Magistrados ajuízam ação para que Congresso vote revisão do subsídio de ministros do STF

AÇÃO
Magistrados ajuízam ação para que Congresso vote revisão do subsídio de ministros do STF

Entidade das magistraturas estaduais tem por objetivo sanar a inércia do Legislativo no exame de projetos de iniciativa da Suprema Corte sobre a remuneração dos ministros da instituição, o que serve de referência para os reajustes salariais dos integrantes das cortes dos Estados

STF
26/07/2018

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 50, no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual alega que o Congresso Nacional está descumprindo regra constitucional que determina a revisão anual no subsídio dos ministros do Supremo, teto remuneratório constitucional.

A Anamages narra que a ADO tem por objetivo sanar a inércia do Congresso Nacional no exame e votação dos Projetos de Lei 2.646/2015 e 27/2016, ambos de iniciativa do STF, que visam a revisão do subsídios dos ministros. Explica que os subsídios dos magistrados estaduais são fixados de acordo com a remuneração dos magistrados da Suprema Corte, em decorrência da vinculação e escalonamento previstos no artigo 93, inciso V, da Constituição Federal.

Segundo a entidade, a omissão, que ocorre desde o dia 1º de janeiro de 2016, está afetando diretamente toda a magistratura nacional, sobretudo os aposentados, porque não recebem o auxílio-moradia, tendo como consequência uma enorme disparidade de subsídio entre ativos e inativos. “A Constituição Federal, no seu 37, inciso X, garante ao Poder Judiciário a revisão geral anual do subsídio de todos os magistrados", afirma.

A entidade de classe pede a concessão de medida cautelar para determinar ao Congresso Nacional que examine e vote os projetos de lei em questão. A ADO 50 foi distribuída ao ministro Edson Fachin.

SP/AD
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